Cabeçalho Fabio Knoll fotografo h700

Exhibitions

Exhibitions
2016 – Artista convidado para a Exposição “Imprints On the wall of time”- Bossa Gallery, Design District – Miami
2013 – Artista convidado para a Exposição “Olhares sobre o Cortiço” 2013 – SESC Interlagos
2012 – Artista convidado na 1º Mostra de Fotografia 2012/2013 – Coletiva – Centro Cultural de São Paulo
2011 – Cidade Informal – Politecnico Di Milano, Milão, Itália, de 04 a 15 de Julho.
2011 – Cidade Informal – University of California, Los Angeles, EUA, Junho.
2011 – Cidade Informal – The German Gymnasium, Londres, Inglaterra de 19 a 25 de Janeiro.
2010 – Cortiços – Estação Júlio Prestes – 08/10 – Individual
2010 – Cidade Informal – Museu da Casa Brasileira SP – 04/10 – Coletiva
2010 – Cidade Informal – 19º Congresso Brasileiro de Arquitetos – Recife – 06/10
2010 – Cidade Informal – Instituto dos Arquitetos do Brasil – RJ – 06/10
2010 – Cidade Informal – Estúdio Aedes Pfefferberg – Berlim – 09/2010
2010 – Expo Xangai – Shangai – China – 1º de maio a 31 de outubro – Coletiva
2009 – Open City: Designing Coexistence – Bienal de Rotterdam – Amsterdam – Coletiva
2009 – Retrospectiva Made in Taiwan – Pateo do Colégio – 09/09 – individual
2008 – SP Arte – Pavilhão do Parque Ibirapuera – Coletiva
2007 – I Contemporâneo Shopping Iguatemi SP – Coletiva
2007 – Made in Taiwan – Centro Cultural de Taiwan – Individual

IMPRINTS ON THE WALL OF TIME / A brief entry into the world of Knoll

It’s a question of light. All involving, low key and cut out in theatrical fashion. And color, all defining, clothing the actors bringing them to the fore. The portraits shown in this exhibit mark their presence through type and traditions, some with the classical elegance of Ingres, others modern-day heroes of the ring.

As a brief introduction to Fábio Knoll’s work, the photographs chosen could have concentrated on his work on Cortiços, the haunting homes of the homeless made homely by bits and pieces of collected memorabilia: Street Art brought inwards in derelict décor. About to be imploded, scenically framed, they attest to life no longer, their strange and silent presence pricelessly preserved.

A blue curtain blown in by the wind; a room now lifeless ferns forcing their way through the concrete floor: the debris of destruction. Scenes staged by Knoll, props on a Brazilian stage.

Prior to photography Knoll studied geography, seeing in this field an opening inwards towards geology, a pushing outwards towards astronomy. Imprints of worlds present in his daily life, laws of nature guiding his quest towards an understanding of the why and wherefore of living.

Fascinated by films, Knoll makes his mark, slowly but surely, on the world of the cinema. Intensely involved in aesthetics, Knoll photographer is also cinematographer, capturing through technical prowess and clarity of vision the importance of details, slowing down the mind allowing thought to be permeated with feeling.

Not only have I followed his work – both still and in motion – over the past four years Fábio Knoll has accompanied me to many parts of this country, engraving in film what I myself photographed some fifty odd years ago, recapturing the memory of places, people and the passage of time. I appreciate his involvement and prize his presence. It makes a difference.

Maureen Bisilliat / January 2016

Bossa Gallery
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Em 2010 Fabio Knoll retrata CORTIÇOS, espaços habitacionais de sobrevivência, no centro da cidade de São Paulo. Lugares vivos, pois vividos, atestam permanências pelo acúmulo ou ausência de artefatos, criando ao acaso uma decoração.
Em 2010, Fabio Knoll registra os últimos dias do EDIFÍCIO SÃO VITO, prédio residencial de 27 andares, construído em 1959 na Avenida do Estado na Baixada do Glicério. Mais conhecido como Treme-Treme, visto como uma solução para o problema da moradia popular, com seus mais de 3 mil moradores, chegou a ser considerada a maior concentração populacional da cidade. No entanto este prédio, levantado com a finalidade de abrigar atividades humanas as mais diversas, devido a dívidas e atrasos de pagamentos de contas (IPTU, água. Luz etc.) entra inexoravelmente em processo de degradação.
O EDIFÍCIO SÃO VITO, apelidado pelo povo de Balança mas não Cai, fica totalmente desocupado em junho de 2004; De 2010 a 2011 é realizada sua demolição. Assim, nos últimos dias de sua existência, Fabio Knoll percorre os espaços esvaziados deste cortiço vertical, traçando com grandes recortes quadros de severa abstração. O resultado deste trabalho provoca perturbações de apreciação perversa pela proporção dourada – lei áurea da devastação.

Maureen Bisilliat
28 de novembro de 2011

“Made in Taiwan” traz a São Paulo o cotidiano oriental
em mostra fotográfica no centro Cultural de Taiwan

Fotógrafo brasileiro Fábio Knoll revela as cores e as sombras de Taiwan em
mostra no Centro Cultural de Taiwan, em São Paulo, durante o mês de julho;
curadoria de Ricardo Resende traz à tona os contrastes de um país
fascinante, onde o tradicional e o contemporâneo dialogam

O Centro Cultural de Taiwan em São Paulo apresenta, de 07 de julho a 05de agosto, a mostra fotográfica “Made in Taiwan”, com 32 obras do fotógrafo brasileiro Fabio Knoll e curadoria de Ricardo Resende.

Geógrafo de formação, Fabio Knoll é um fotógrafo que investiga a particularidade das diferentes culturas que conhece em suas viagens. Já se vão anos desde que começou o minucioso trabalho de registrar o cotidiano de países como Brasil, México e Estados Unidos. Desta vez, partiu em viagem a Taiwan municiado de sua Leica, câmara que considera ideal para esse tipo de registro, uma vez que alia praticidade, discrição e, sobretudo, qualidade de imagem. Foi com ela que ele fez os mais de 800 registros fotográficos durante sua estada de quatro semanas na ilha de Taiwan durante o mês de abril de 2006, o início da primavera naquele país.

Fabio começou sua viagem pela capital Taipei, uma metrópole vibrante com mais de 2,5 milhões de habitantes, e Kaohsiung, outra grande cidade taiwanesa, onde mergulhou no universo riquíssimo de imagens do cotidiano dessa população de cultura milenar que conjuga a tradição e os avanços tecnológicos de maneira surpreendente. Em seguida, rumou para o interior do país, que se mostrou ainda mais intrigante, uma vez que ali, além de não haver praticamente estrangeiros, a população não domina nenhuma língua estrangeira, falando somente mandarim, a língua oficial do país.

“Primeiramente, a gente pensa que é o caos, com aquele monte de coisas acontecendo ao mesmo tempo, porém, prestando mais atenção, percebe-se que as relações entre as pessoas são amistosas e que a aparente desorganização das grandes cidades oculta traços de extrema organização e eficiência no interior das casas e dos edifícios”, elucida Knoll.

Uma das coisas que mais impressionaram o fotógrafo foi a segurança na ilha. “Há uma enorme preocupação com a preservação da honra e o budismo parece permear tudo, o que dá uma enorme sensação de segurança. Se no Ocidente a idéia de honra está ligada à impressão que alguém tem de outra pessoa, ali esse conceito é absolutamente interiorizado, cabendo a cada um zelar pela sua”, explica o fotógrafo, que também surpreendeu-se como fato dos taiwaneses, em sua esmagadora maioria budistas, terem o costume de arrotar em seus templos para purificar seus corpos.

Outro aspecto da vida taiwanesa que muito impressionou Knoll foi a intensa vida noturna das grandes cidades de Taiwan, especialmente os chamados “night markets” ou mercados noturnos, onde, atesta o fotógrafo,“vende-se de tudo, desde comida, utilitários até equipamento eletrônico de última geração”. Eles têm, segundo Knoll, um papel central no cotidiano do país, pois é ali que as pessoas compram o que precisam e se relacionam umas com as outras. Isso fica evidente na curadoria de Ricardo Resende, que fez uma seleção de fotos que privilegiam esse espaço capital na vida dos taiwaneses. Foram esses mercados noturnos que serviram de inspiração para a montagem da exposição, feita com backlights e pouca luz ambiente, trazendo para São Paulo um pouco da atmosfera de contraste entre luz e sombra dessa verdadeira instituição da cultura local.

Ao ver a seleção de trabalhos, um observador mais atento vai notar a recorrência de scooters, uma espécie de lambreta, que é o meio de transporte mais popular da ilha, uma verdadeira instituição taiwanesa que está presente de norte a sul do país.

O resultado do trabalho e da curadoria são imagens que fogem àquilo que poderia ser lido com mero registro etnográfico, revelando de maneira poética o cotidiano do país em cenas de grande lirismo.

MadeinTaiwan-Vitruvius(site)7jul2007_Página_1
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