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O meu olhar começa a abrir-se para o olhar do outro, onde o mundo encontra seu sentido, Não apenas de um Eu único, mas da diversidade das consciências. É por meio desses intercâmbios e inter-conexões que todas as consciências participam na criação de um “mesmo mundo”.

Merleau-Ponty

GAIA: Uma Ode ao planeta Terra

Esse curta foi concebido na tentativa de contar a história de nosso planeta, respeitando o  princípio formal de uma composição poética do gênero lírico – dividindo-se em três estrofes simétricas.
A primeira parte é dedicada à formação mineral do planeta, com processos geológicos que permitiram sua formação estrutural, sua atmosfera e seus oceanos. Na segunda, já em um mundo com água no estado líquido abundante, temos então as condiçōes ideais para o surgimento da vida, precedendo a terceira parte, onde a vida se alastra pelo planeta, na terra, água e ar, evoluindo até os primórdios da humanidade.
O desafio aqui foi tentar construir uma parábola de 4,5 bilhões de anos em 10 minutos, unicamente com imagens de própria autoria em minhas vivências pelo mundo. Este curta reitera o nosso reconhecimento da importância de uma remitologização da natureza pelo homem pós-moderno; recorremos à grécia antiga, tomando como fonte de inspiração um de seus maiores mitos. Gaia, a mãe terra, o elemento primordial e latente de sua imensa potencialidade geradora, fez surgir Urano (o céu), Ponto (o mar) e as óreas (as montanhas).
Sob a luz de sua inspiração, Gaia deixa-nos aqui uma lição de humildade: é desse grande organismo que fazemos parte e devemos nossa existência. O planeta prosseguirá, independente de nós, por mais pelo menos 2 bilhões de anos, quando nosso sol, em seu processo natural de perda de massa, não conseguirá mais gerar força gravitacional suficiente para conter sua atmosfera, expandindo e engolfando nosso tão estimado lar; um fenômeno observável em qualquer estrela como a nossa.
Entretanto, se sobrevivermos a nós mesmos em nossa pequenina escala de existência, poderemos compartilhar por um bom tempo do milagre da vida que esse planeta tão peculiar permitiu existir.

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A arte é produto da interação contínua e cumulativa de um eu orgânico com o mundo.

John Dewey

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PHOTOGRAPHY

Fotografia é um modo de viver. Um modo de ver e se relacionar com a vida. Quando adquiri minha primeira camera, durante o curso de Geografia na Universidade, comecei a utilizá-la despretensiosamente em minhas viagens, explorando as coisas de forma “ingênua” e apaixonada. Especialmente pela ausência de um conhecimento técnico mais profundo, fui levado pela espontaneidade e experimentação. Logo um novo mundo foi se revelando, e à medida que fui me familiarizando com o instrumento, conteúdos inconscientes que antes estavam represados, acabaram encontrando um eco, um meio de expressão.

Em pouco tempo a câmera fotográfica se converteu em um meio de me relacionar com o mundo e à medida que passava a conhecê-lo mais e mais através dela, conhecia mais a mim mesmo no processo. Particularidades de minha personalidade, de meu interesse pelas coisas se revelavam em cada foto, assim como contribuíam para a compreensão do mundo “lá fora”.

Para mim, a fotografia sempre representou muito mais um processo de tradução de emoções em imagens do que qualquer outra coisa, ao mesmo tempo que me proporcionou a possibilidade de conhecer fisicamente lugares que só faziam parte da minha imaginação e, graças a ela, tais experiências adquiriam finalmente uma configuração expressiva e podiam ser compartilhadas.

É verdade que somos verdadeiras ilhas perceptivas, algo que de certa forma nos confina em uma certa solidão existencial, mas a arte é capaz de converter essa condição em uma experiência estética, que convoca o ser como um todo, aí então nos tornamos unos com o mundo.

Nesse sentido, a fotografia me revelou para o olhar do “outro”, com ferramentas que me permitiram compartilhar um pouco do “meu mundo”, ao passo que me ajudou a ver também pelos olhos do “outro”. Foi um processo natural de “humanização”, com repercussões que contribuíram na consolidação dos meus valores. À partir daí, passei a viver em um mundo onde o olhar do outro não representa qualquer ameaça, ao contrário, me enriquece. Um mundo de acordes, afinidades e conexões. Um mundo compartilhado.

SANGUE DA TERRA

Este conjunto de imagens parte do sangue e dessa conexão simbólica da vida com tudo o que existe no universo. O sangue é o que pulsa de vida nas veias do corpo e do planeta, metáfora daquilo que compartilhamos com o todo, nos trazendo a compreensão de unidade – bem como de transitoriedade – de nossa própria existência.

GENTE DA TERRA
Trem para Hualiem / Taiwan. 2007
MADE IN TAIWAN
CAUCASO
AFRICA
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A Knoll Films é uma produtora de conteúdo audiovisual com identidade cinematográfica. Criada à partir da experiência de Fabio Knoll em produção de conteúdos editoriais e audiovisuais para diversos veículos de comunicação, a Knoll Films tem como objetivo tornar possível a realização de projetos próprios ( documentários, longas metragens, séries), e criar condições de produção audiovisual de altíssima qualidade dentro de paradigmas de produção mais consistentes com as novas realidades do mercado. Isso não envolve ações baseadas em diminuição de custos – embora resultem nisso – mas, antes, em uma opção metodológica de trabalho em campo com dinâmicas de produção menores e mais eficientes. O excesso interfere naquilo que desejamos apreender. O equilíbrio entre forma e conteúdo.

FreeRange doc. é um ‘documentário-retrato’ da vinificação natural e da pequena produção agrícola no Brasil. Através de depoimentos, músicas e imagens, revela uma cultura industrial esmagadora que nos dá a ilusória sensação de liberdade – enquanto nos mantém confinados dentro de limites de um sistema agrícola, político e social que nem sequer enxergamos. O vinho natural serve de pano de fundo para uma discussão poética e engajada sobre a terra, a cultura, o meio ambiente, a política, tradições agrícolas e alimentares. FreeRange doc. é composto por centenas de horas de filmagem e quilômetros de estrada, ao longo de mais de três anos de viagens de Fabio Knoll e Lis Cereja. A edição e a direção de arte são feitas ‘artesanalmente’ e em escala de tempo humanas, como os produtos e vinhos que eles registraram – e continuam registrando.A opção por uma estrutura reduzida, sem equipe auxiliar, leva naturalmente à uma relação mais direta e empática entre o observador e o observado, entre o entrevistador e entrevistado. As ‘poli’ atividades individuais refletem o ‘poli’ pensamento e a ‘poli’ cultura que o projeto defende, seja na paisagem agrícola e seja no espectro filosófico.Da mesma maneira, o audiovisual foi pensado nos mesmos moldes ‘não interventivos’ de produção. As captações moldam-se aos ambientes e não o contrário. O trabalho artístico nasce de acordo com o que os espaços, personagens e natureza oferecem, abraçando o improviso e a capacidade de adaptação perante à cada situação – mais do que controlar, a intenção é conduzir, como fazem os produtores que trabalham a terra de forma consciente. Isso se reflete na utilização de luz natural em todas as fotografias e filmagens, na não modificação posterior das imagens e a utilização de elementos já presentes nos ambientes para a composição dos quadros.
Em breve.

Seleção Oficial de curtas-metragens no 10º CINEFANTASY

Festival Internacional de Cinema Fantástico em 2020.

(Ficção, Fantasia, 15’, 2020, 18 anos, cor, São Paulo, SP)

Direção e roteiro: Fabio Knoll
Elenco:
Ronaldo Oliva
Pedro Moutinho 
Luiza Gottschalk
Giovana Mutti
Direção de produção: Pedro Moutinho
Produção executiva: Fabio Knoll
Direção de fotografia: Fabio Knoll
Direção de arte: Fabio Knoll
Montagem / Edição: Fabio Knoll
Sound Design: Luiz Encarnação
Music Sound Design: João Caserta
Gaita adicional: Dino Bacciotti
Som direto: Fabio Knoll
Cenografia e figurino: Fabio Knoll
Trilha Sonora Original e Piano: Maycon Ananias
Música gravada pro Kira Malev
Avant Gard Quartet – ST. Petersburg (RU)

WHISPERING

Maureen Bisilliat em Katmandu

Spirit Papers from another world

Distopia – curta-metragem / Dystopia short film (For Festivals Only)

REFUGIADOS

ILHA COMPRIDA- EP. 01 – CULTURA

Ilha Comprida _ EP. 2 – Sustentabilidade

ILHA COMPRIDA – EP. 03 – SEU POVO

PROMO Ilha Comprida

Academia de Ciências

BARTENDERNESS

Cortiços – A Experiência de São Paulo

Heliópolis

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Cinematography

Os três elementos essenciais da cinematografia são iluminação, composição e movimento. O domínio da técnica é um fator importante, mas é preciso lembrar que se trata de um meio para um fim. Existe um certo fascínio pela tecnologia, que tende muitas vezes a adquirir uma importância muito maior do que é de fato. No final das contas, a verdadeira importância está na arte, e a tecnologia é relevante no sentido de que é preciso dominá-la a serviço do resultado na tela. Quando se trabalha com um diretor, trata-se de entender o que está na cabeça dele, e de decodificar isso visualmente na tela. Antes de fazer escolhas e definir o “como” fazer, é importante saber o “porque” como instrumento narrativo. Muito além da tecnologia, a cinematografia é uma arte que combina todas as artes, se nutre da música, da pintura, da dança, da arquitetura, da filosofia, e de tudo aquilo que sentimos.
Cinematografia é também algo intrinsecamente ligado à personalidade, à forma como você encara a vida e de tudo o que viveu. É algo que emerge de você. Não se trata de “abrir camera”, como se houvesse um mundo “dado” “lá fora”, mas de inter pretação, de incorporação de um ponto de vista. Não é tornar as coisas visíveis, mas, torná-las visíveis de um modo particular. Por isso o estilo é algo muito particular, pessoal, e se confunde com a vida, e se nossa função é interpretar, reproduzir a vida e contar histórias, devemos, antes de qualquer coisa, vivê-la intensamente e com muita atenção. É preciso ter algo a dizer, e dizê-lo em termos visuais, através de luzes, sombras, cores, texturas… Interpretar e representar o mundo envolve decisões, e essas se confundem com a própria forma de viver. Em determinado ponto de minha vida como fotógrafo, comecei a sentir falta de mais elementos para me expressar, e mesmo meus “contatos” ou “positivos” já apontavam para uma tendência de abordagem sequencial, então minha paixão por cinema me conduziu naturalmente para a cinematografia e, embora muito distintas em termos de produção e narrativa, ambas compartilham dos mesmos elementos de sintaxe. Por isso, muito de minha cinematografia aprendi como fotógrafo documental. Tal experiência me ensinou a extrair o melhor daquilo que se tem, do que as circunstâncias oferecem. Na busca por situações no documentário, aprendemos sobretudo com a falta de equipamentos e com as dificuldades, e as melhores soluções geralmente emergem da imaginação, da capacidade de improvisação e da aceitação das sugestões do acaso.  Aprendemos com a vida.

Série Doc. São Paulo, Meu Humor – ARTE1 – 6 Eps

Down to Earth

FOTO.DOC_Pedro Martinelli

Encuentros en BrasilAndrea Echeverri – EPISODIOS_09/10

Encuentros en Brasil – Alejandro y Maria Laura

MULHER ARTE REEL

CLIPE CAMILA MORENO

LOUIE  

GOL Linhas Aéreas

Liberty Seguros – Mulheres Seguras

Tylenol – Johnson & Johnson

CARMIM

AYA FASHION

SMARTBAG

GOL Pintura nova aeronave

Un Regard – Paloma Bernardi

50 por 1 – DESTINOS ESPETACULARES

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Aerocinematografia

Fabio Knoll: Airvuz-nominated Drone Pilot

Aerofotografia e Aerocinematografia são atividades que tem por objetivo fotografar ou filmar utilizando aeronaves como aviões, helicópteros e até balões. Tanto para a fotografia quanto para a cinematografia, o modo de percepção e representação que envolve a perspectiva aérea é bem diverso da perspectiva monocular clássica, onde a relação com os dados do ambiente sempre se dá a partir do ponto de vista do homem de pé, vertical, observando o mundo horizontal diante dele.
A ausência de um ponto de vista determinado e fixo deixa a visão livre para atuar a partir de um ponto suspenso e móvel. Essa nova relação com o espaço desperta com a mobilidade do espectador uma sensação de liberdade, além de romper com a relação direta com o real, dissolvendo as possibilidades de identificação. Trata-se de uma nova realidade, uma realidade transformada em um mundo codificado a ser decifrado. A sensação de liberdade, o rompimento com a relação direta com o real, e a necessidade de decodificação de uma realidade transformada vão fornecer os instrumentos conceituais para as primeiras atitudes da abstração na arte, uma superação do humanismo terrestre.
Recentemente, a grande difusão dos drones na sociedade causou um grande impacto na experiência da humanidade com o espaço, uma verdadeira expansão da perspectiva do mundo, acessível, à princípio, a qualquer um. As implicações do uso de drones no mercado audiovisual hoje são imensuráveis. Os drones reduziram os custos de produção de imagens aéreas, simplificando seu uso em produções de cinema e TV, além de proporcionar possibilidades de perspectivas antes impensáveis até para aeronaves.
Particularmente, a descoberta do drone e sua utilização em meus trabalhos foi uma verdadeira revolução na minha experiência do espaço. Os limites de movimento se dissolveram, proporcionando uma sensação única de liberdade e descoberta, ampliando enormemente minhas possibilidades de criação e expressão. Por suas características de vôo, permite ir muito além dos Grandes Planos Gerais ou Establishing shots do cinema, expandindo dinamicamente meus instrumentos de linguagem cinematográfica, e convertendo-se muitas vezes na perspectiva de um travelling, grua ou steadicam.
Como geógrafo, de certa forma já estou acostumado a ver as coisas de uma perspectiva aérea, mas não se trata de ver as coisas de cima. Os drones, enquanto ferramenta, nos permitem ir muito além disso. Como qualquer ferramenta, ela pode ser usada de forma ”mecânica” e artificial. Como linguagem cinematográfica, a utilização de um ponto móvel, quase sem limites de movimento e alcance, nos libera para o que de fato representa a fotografia, uma dança no espaço, uma poesia. Na tela, isso ultrapassa uma mera “gravação” de algo e se traduz em uma interpretação e expressão de uma verdadeira experiência estética.

Angkor Wat – Cambodia

Jerash – Jordan

Mount Bromo – Indonesia

Wadi Rum – Jordan

Amazon

Lebanon

Victoria Falls

Turkey

El Jem

Chenini

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